Entenda a diferença de Joias, Semi Joias e Bijuterias

Entenda a diferença de Joias, Semi Joias e Bijuterias

Entenda a diferença de Joias, Semi Joias e Bijuterias in

Existe uma peculiaridade entre joias, semijoias e bijuterias que todo mundo logo percebe: as primeiras são caríssimas; as últimas, bem baratas. Entre umas e outras, as semijoias custam mais que as bijuterias, mas muito, muito menos que as joias.

Isso, contudo, é consequência das diferenças que existem entre as 3 categorias de acessórios, e não o motivo. Assim, a pergunta permanece: qual é a diferença entre joias, semijoias e bijuterias?

Essa parece ser mais uma dúvida que interessa apenas a quem está diretamente envolvido no ramo. Mas, não: estamos falando de produtos de consumo, e saber como fazer uso correto do dinheiro, adquirindo artigos que melhor satisfaçam nossas necessidades, é uma atitude economicamente consciente.

Do que são feitas joias, semijoias e bijuterias?

Se você estiver procurando uma peça de ouro maciço ou de pura prata, para citar os metais nobres mais conhecidos, não há dúvida: o que você deseja é uma joia.

E essa é a principal diferença entre esses 3 tipos de acessórios: enquanto uma joia genuína é desenhada exclusivamente sobre material de primeira (platina também entra nessa categoria), as semijoias e bijuterias têm como base de fundição metais menos nobres, recebendo uma camada externa de metal precioso (no caso das bijuterias, isso normalmente não ocorre).

Desse modo, enquanto uma joia é toda feita de metal precioso (justificando em boa medida o seu alto valor), a semijoia é fruto de uma sobreposição de metais variados.

Joia

As joias são produzidas com metais nobres, dentre eles estão a prata, o ouro, o titânio, a platina, entre outros. Além disso, elas também contêm pedras preciosas, como diamante, esmeralda, safira, rubi etc. Normalmente, elas têm um design exclusivo e, por isso, costumam chamar tanta a atenção por onde passam.

Como as joias são produzidas com materiais de primeira linha, a sua qualidade é garantida. Nesse sentido, pode ficar tranquila, pois ao adquirir uma joia genuína, a durabilidade do produto será muito maior.

Em contrapartida, devido a todos esses benefícios, a joia sempre será muito mais cara quando comparada às semijoias e, principalmente, às bijuterias. A título de exemplo, atualmente no mercado você poderá encontrar brincos de R$ 300 mil, R$ 600 mil e até mais de R$ 900 mil — os quais, geralmente, são usados por celebridades e demais figuras públicas.

Semijoia

A confecção das semijoias é bem parecida com a das joias, por isso, elas duram mais tempo e têm folheação adequada. As semijoias são banhadas com algumas camadas de algum material nobre, como o ouro, garantindo beleza e durabilidade à peça — quando são bem cuidadas.

Por receber o banho com esses produtos, as semijoias têm garantia de fábrica e podem ser trocadas caso algum problema de fabricação seja detectado. Além disso, essas peças não oxidam com facilidade, o que ajuda a preservar o produto por mais tempo.

Todo o processo de produção e os materiais utilizados na confecção da semijoia conferem a ela uma maior durabilidade e resistência. Por isso, você pode ter a certeza de que adquirirá um produto de qualidade.

As semijoias contam com um processo bem detalhado quando estão sendo produzidas. A fabricação dessas peças envolve a fusão de metais em um molde, o polimento e, por fim, o banho de ouro para garantir um acabamento perfeito.

Além disso, as zircônias (pedras que imitam o diamante) e outras pedras utilizadas nas semijoias são cravejadas no próprio metal, o que evita que, futuramente, venham a cair.

O mesmo vale para as pérolas, que além de serem de qualidade, quando não são cravejadas na própria peça, são coladas com um material especial que garante a resistência no caso de quedas e esforço.

Embora elas apresentem todos esses benefícios e qualidade, as semijoias têm um preço muito mais acessível que as joias, facilitando a compra e garantindo que você tenha em seu look acessórios deslumbrantes.

Bijuteria

As bijuterias, por sua vez, são peças que apresentam uma durabilidade menor, pois elas tendem a oxidar, escurecer e descascar mais facilmente. Isso porque elas não têm o mesmo tratamento que as semijoias.

Bjuteiras são consideradas adornos mais simples, que remetem às joias, porém, recebem uma camada insignificante ou nenhuma camada de material nobre em sua confecção. Sendo assim, elas costumam ser peças baratas e que podem ser encontradas com facilidade.

O que é níquel?

Outro importante indicativo de qualidade de uma semijoia é o selo “níquel free”. Isso porque o níquel é um produto que pode causar séria irritação na pele, embora ainda esteja presente na fabricação de muitas semijoias (especialmente as “made in China”).

A ausência de níquel, portanto, indica que a semijoia em questão é antialérgica, o que demonstra a preocupação do fabricante com a qualidade de suas peças.

E quais pedras entram na composição desses acessórios?

Poderíamos resumir a conversa dizendo que você não encontrará um diamante, rubi, esmeralda ou safira enfeitando uma semijoia (que dirá uma bijuteria).

Novamente, as joias têm exclusividade na aplicação de pedras mais valiosas. Às semijoias é reservado o uso de pedras semipreciosas — como as famosas pedras brasileiras — e gemas sintéticas, como a zircônia, pérolas de fabricação industrial e vidros lapidados.

As pedras que se vê nas bijuterias são imitações feitas de plástico. Esses apliques são colados às bijus e, além de descascar a tinta com relativa facilidade, costumam se desprender da peça tão logo ela seja usada.

Joias e semijoias, por seu turno, usam um processo de engate das pedras que é conhecido como cravação: são pequenos ganchos fundidos ao metal que evitam que os apliques caiam. Trata-se de um procedimento mais seguro, visto que ninguém quer ter uma pedra de relativo valor rolando por aí.

Design exclusivo ou produção industrial?

Normalmente, joias são peças únicas, trabalhadas com maestria artesanal por joalheiros profissionais. São, portanto, peças exclusivas.

As semijoias, embora não contem com o mesmo labor e tenham uma lógica de produção mais industrial, são feitas segundo rigorosos critérios de qualidade. Como resultado, é muito difícil distinguir uma joia de uma semijoia (ou “quase joia”).

Já as bijus são produzidas em larga escala para consumo massivo. Sua preocupação com design é infinitamente menor. Sem contar que uma boa parte dos produtos que abastecem o mercado de bijuterias é proveniente da China, o que não é exatamente uma referência de qualidade em matéria-prima (lembra do níquel?) e processos de produção.

O que é mais vantajoso comprar: joias, semijoias ou bijuterias?

Nestas alturas você já compreendeu que joias são feitas com pedras e metais preciosos, que semijoias levam metal precioso em sua composição e que bijus são imitações de baixo custo das duas anteriores.

Devemos então concluir que joias são mais vantajosas que as demais, visto que são mais valiosas? Não exatamente.

Para além do fato de que você precisa de um bolso fundo para investir em joias, o mais inteligente seria mantê-las bem guardadas num cofre. Quando muito, usá-las apenas em situações excepcionais.

Bijus, por outro lado, podem ser compradas às dúzias, especialmente para compor looks muito específicos, daqueles que pedem acessórios que, você tem certeza, nunca mais voltará a usar. Ou seja, é possível dispensá-las sem remorso logo após o compromisso. Em suma, são descartáveis.

Mas, se você quiser um acessório que reúna qualidade, beleza e durabilidade sem, contudo, esfolar o seu orçamento, a opção mais racional está na aquisição de semijoias.

Afinal, todas gostamos de contar com nossas peças de toda hora, de acumular certo número de brincos, anéis e pulseiras para experimentar com diferentes looks, compor visuais e usar sempre que der vontade — sem culpa e sem medo de que o acessório nos deixe na mão justo no melhor da festa.

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